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Princesa Cris

A necessidade de escrever vem de há muito. Jornalista de profissão, queria ir mais longe. Comecei por escrever um livro (ainda por acabar), respondendo ao desafio do professor Bruno Matias. Depois a quarentena do Covid 19, levou-me a pegae

Princesa Cris

A necessidade de escrever vem de há muito. Jornalista de profissão, queria ir mais longe. Comecei por escrever um livro (ainda por acabar), respondendo ao desafio do professor Bruno Matias. Depois a quarentena do Covid 19, levou-me a pegae

Mudei de casa

 

Mudei de casa

cristina mota saraiva, 14.05.20

Este blog já tem uns aninhos. Foi sendo usado esporadicamente. Esta situação pandémica levou-me à tentativa de recuprtação. <e assim fiz, depois de trocas e baldrocas, cheguei mesmo apagá-lo... mas decidi voltar e voltar numa casa nova e até com outro titulo, que tem mais a ver comigo. Neste sentido, convido-os a acompanharem-me no "Levada da Breca", em https://levadadabreca50.blogs.sapo.pt/ .

Vou tentar recuperar alguns textos, embora não consiga recuperar comentário, nem mesmo o da criatura que me chamou diversos nomes, sobre o texto que escrevi no início de todo este problema. infelizmente tinha razão e essa criatura desapareceu  como cobarde que é!!Para ele eu era uma simples "boçal", um termo que agora lhe assenta na perfeição! Como na altura decidi subscrever o seu sitio, ele decidiu apagá-lo, a esses e a todos os que possuia. Só demonstra,primeiro que continua a ser cobarde! Só tenho pena dos alunos que o têm como professor de Educação Fisica.

O senhor Sergio Prudêncio, quis desaparecer do mundo virtual,  talvez porque sabe o ridículo em que caiu ao desdenhar de todo este problema. Lamentável para alguém que tem como missão educar os mais novos!!!

Podem morrer, mas morrem democratas!!!!

Estou incrédula com o que acabo de ler no Expresso!! Transcrevo: “Os problemas dos trabalhadores têm de ter voz na rua", diz Isabel Camarinha. A Intersindical vai reunir-se com a Direção-Geral de Saúde, mas já decidiu que, pelo menos em Lisboa e no Porto, haverá comemoração pública do 1º de Maio. A líder vai discursar na Alameda e os participantes deverão usar máscara e manter entre si uma distância de segurança de cinco metros(…)”. Estou mesmo a ver, alguns até devem levar fita métrica!


Como se isto não bastasse, vão, igualmente ser realizadas as comemorações do 25 de Abril, embora estas mais recatadas. Tudo normal para um país de brandos costumes. Nós ficamos fechados em casa e os democratas vão todos comemorar e conviver. Vá lá, pelo menos a democracia permite isso.


Agora, já a minha avó dizia que “o exemplo vem de cima”. Não se admirem, pois, que o fim-de-semana seja passado na praia”. Ou talvez não, porque aí as autoridades vão atuar, com toda a certeza!


É assim este país! E como dizia alguém num comentário, ‘podem morrer, mas morrem democratas’. Pois que seja, mas o problema prevalece e depois, quem paga? Para que servem todas as campanhas do “fique em casa”, que percorrem o país?


Mas, não ficamos por aqui em termos de liberdade democrata (?): é que “os migrantes podem circular sem qualquer restrições no território Nacional”, segundo as palavras do Ministro da Administração Interna.


Então, em que ficamos? Mais uma vez o portuguesinho a ser achincalhado!! Onde andam os políticos defensores dos nossos direitos???


Eu por mim cá continuo fechadinha em casa. No entanto eu até tenho sorte pois tenho um pequeno espaço exterior que me  permite-me apanhar uns raios de sol e um arzinho!


 


Mas e todos os outros???


Haja decência neste Portugal. Ninguém se entende e no final, esperemos que não, os cumpridores, podem vir a ser os atingidos.


Mas há mais!! A Linha Saúde também não está a cumprir, na íntegra a sua função. As queixas são mais que muitas!!! Desde não falar uma língua, nomeadamente o Gali, como acabo de ouvir agora. Tem que haver uma solução para estas coisas. Quem sabe o Google Tradutor possa ajudar!!


E depois, há o tempo de espera para que a chamada seja atendida. Há, ainda aqueles que nem sequer chegam a ser atendidos… e por aí adiante!


É certo que ninguém estava preparado para esta pandemia. Mas, não é menos verdade que as respostas têm que ser céleres e já deviam estar agilizadas.


Assim, de repente, lembrei-me do meu amigo Rui Esteves, tantas vezes criticado, por apostar no treino e agilização de procedimentos. É que, no final, o resultado era positivo!


 

Destilar ódio

Depois de algum tempo de ausência, estou de regresso! Também por causa de um virus, este de duas pernas, que tentou estragar o meu cantinho. Mas, pronto, cá estou!

E volto à carga! Este pequeno bicho continua a dar que falar e a matar indiscriminadamente! Mas, continuam ainda alguns a tentarem desvalorizar como a criatura que veio aqui meter o bedelho e sentindo-se acossado até apagou os seus sitios... não me sabia assim tão importante. Mas o senhor professor lá saberá da sua vida e preferiu ser !pruden(te)cio'

Mas nesse sentido e como o diabo tem uma manta com que cobre, outra com que descobre, eu não me deu por intimidada e não sei porque cargas de água caiu no meu e-mail, o seguinte texto que transcrevo na íntegra:

 

Destilar ódio

Toda a sociedade se mobiliza para dar luta ao terrível coronavírus que acabou por vitimar uma das mais conceituadas cientistas. Toda? Toda, não: num obscuro tugúrio, sem máscara capaz de pôr à distância o veneno do rancor nem viseira protetora contra o vírus da inveja, um sujeito persiste em preencher o seu tempo a espumar contra tudo e todos, cuspindo atoardas, regurgitando fel, exibindo azia em doses descomunais.

A quarentena tem revelado o melhor de muitos portugueses. Infelizmente, revela também o pior de quem nada faz em benefício dos outros e persiste em destilar ódio, indiferente ao luto coletivo e à dor alheia.

Crentes recebem Páscoa em casa e com criatividade!

Está a ficar corriqueira a expressão de que tudo vai ficar bem... que vamos ficar melhores... que isto e aquilo.

Até agora, parece-me, e todos, o reconhecem, mesmo especialistas portugueses e estrangeiros, que Portugal cumpriu e quando foi pedido para ficar em casa, os portugueses assim fizeram, salvo as exceções que comprovam a regra, e os heróis para quem tudo só acontece aos outros, ou já passaram por situações piores! Enfim!

Fizemos o trabalho de casa, ficando em casa! Mas temos que continuar a cumprir, a ficar em casa e a respeitar o confinamento (palavra que, de repente passou a fazer parte donosso léxico mais comum)

Não vamos estragar tudo, não vamos voltar atrás! É importante continuarmos a cumprir as regras da Direção Geral de Saúde) e continuarmos a ser muito disciplinados.

Diz, ainda, quem sabe, que poderá surgir uma segunda vaga desta epidemia, que na verdade é mesmo uma pandemia. A esta altura dos acontecimentos, já todos percebemos a diferença entre uma e outra.

É certo que tudo vai voltar ao normal… mas, não é para já! E vai ser lentamente e por fases. Não será, provavelmente, este ano, ou quem sabe lá para o final do ano!

Por outro lado, há quem esteja convicto que as coisas vão ser ainda melhores. Não acredito. Encontramo-nos, ainda, em plena crise e que vemos nós, espantem-se: uma crente da Igreja católica, agarra numa cruz e vai para a rua, para que as pessoas a beijem. A seguir limpa com um simples pano, sem desinfetar.

A Páscoa é uma das principais festividades dos cristãos e foram sendo encontradas, com alguma criatividade, formas de que não passasse em claro. Os párocos passaram a utilizar a internet para transmitir a missa. Mas como nem todos têm o conhecimento necessário para tal, houve um pároco, que arranjou uma carrinha e percorreu as ruas, dando a bênção.

Foi uma Páscoa celebrada em reclusão e reflexão. Não passou sem ser assinalada!

E como mensagem final, os próprios párocos pediram às pessoas para ficarem em casa, dando o exemplo e arranjando formas de transmitir a sua mensagem.

Sempre com a máxima: FIQUE EM CASA!! Agora até vamos à missa pela internet!

FIQUEM EM CASA

A madrinha faz anos

São 98 anos hoje completados. Muita idade já para perceber que hoje é um dia especial! A avó Piedade está de parabéns! O ano passado estava ainda em condições de perceber, hoje já não.

eu e madrinha.jpg

 

Para além de avó é também madrinha e foi na casa dela que também passei momentos bons de criança e adolescente. Estava lá muitas vezes e também fui muito feliz, na casa dela. Nos verões, quando vinha do Porto era para lá que ia. Da casa da avó Leopoldina, para a casa da avó Piedade, ou seja do Cansado, na Rua Padre Manuel Crespo, para a íngreme Rua d’Ega lá, ia eu amiúde, para o numero 71. De resto os meus dois primeiros anos – a primeira e a segunda classe, de Escola Primária foram feitos na Escola do Castelo, a única que me aceitou, com cinco anos acabados de fazer (faço anos a 11 de Setembro e, naquele tempo, a idade mínima de entrada na Escola Primária, assim se designava era de seis anos e na altura as aulas começavam, impreterivelmente a 2 de Outubro). Mas lá entrei. Se de inicio a avó Leopoldina me acompanhava, depressa comecei a ir sozinha, e na pausa para o almoço, era para casa da avó Piedade que me dirigia. Depois, ao final da tarde regressava ao Cansado. Foi assim ao longo dos dois primeiros anos escolares. Depois fui para a Madalena, freguesia de Vila Nova de Gaia, onde completei os dois anos seguintes, até entrar na Escola Preparatória de Valadares.

Era na casa da madrinha que passava o Verão. Elanão me recusava nenhum pedido e fazia-lhe companhia. Mesmo quando ia levar o almoço ao avó Zé, que trabalhava nos “Claras”, empresa de transportes, naquele tempo, e que tinha oficinas junto ao Bairro da Horta d ´Álva, onde diária e religiosamente, a madrinha ia levar o almoço. Eu também. Outros tempos… ia e regressava com ela para a Rua d´Éga.

Foi aí onde sempre morou, pelo menos da minha lembrança, pois a mãoe recorda que moraram antes, no Cansado.

Era a casa da Avó Piedade e foi ali, também onde desenvolvi grande cumplicidade com o meu tio José Manuel, para nós, e ainda hoje, o Manelito.

A minha presença era constante e isso gerava, até alguma ciumeira na prima e ainda hoje, me intitulam como neta preferida! Com muito orgulho!

A madrinha faz anos, embora a comemoração seja só nossa! Parabéns!

São 98 anos hoje completados. Muita idade já para perceber que hoje é um dia especial! A avó Piedade está de parabéns! O ano passado estava ainda em condições de perceber, hoje já não.

Para além de avó é também madrinha e foi na casa dela que também passei momentos bons de criança e adolescente. Estava lá muitas vezes e também fui muito feliz, na casa dela. Nos verões, quando vinha do Porto era para lá que ia. Da casa da avó Leopoldina, para a casa da avó Piedade, ou seja do Cansado, na Rua Padre Manuel Crespo, para a íngreme Rua d’Ega lá, ia eu amiúde, para o numero 71. De resto os meus dois primeiros anos – a primeira e a segunda classe, de Escola Primária foram feitos na Escola do Castelo, a única que me aceitou, com cinco anos acabados de fazer (faço anos a 11 de Setembro e, naquele tempo, a idade mínima de entrada na Escola Primária, assim se designava era de seis anos e na altura as aulas começavam, impreterivelmente a 2 de Outubro). Mas lá entrei. Se de inicio a avó Leopoldina me acompanhava, depressa comecei a ir sozinha, e na pausa para o almoço, era para casa da avó Piedade que me dirigia. Depois, ao final da tarde regressava ao Cansado. Foi assim ao longo dos dois primeiros anos escolares. Depois fui para a Madalena, freguesia de Vila Nova de Gaia, onde completei os dois anos seguintes, até entrar na Escola Preparatória de Valadares.

Era na casa da madrinha que passava o Verão. Elanão me recusava nenhum pedido e fazia-lhe companhia. Mesmo quando ia levar o almoço ao avó Zé, que trabalhava nos “Claras”, empresa de transportes, naquele tempo, e que tinha oficinas junto ao Bairro da Horta d ´Álva, onde diária e religiosamente, a madrinha ia levar o almoço. Eu também. Outros tempos… ia e regressava com ela para a Rua d´Éga.

Foi aí onde sempre morou, pelo menos da minha lembrança, pois a mãoe recorda que moraram antes, no Cansado.

Era a casa da Avó Piedade e foi ali, também onde desenvolvi grande cumplicidade com o meu tio José Manuel, para nós, e ainda hoje, o Manelito.

A minha presença era constante e isso gerava, até alguma ciumeira na prima e ainda hoje, me intitulam como neta preferida! Com muito orgulho!

A madrinha faz anos, embora a comemoração seja só nossa! Parabéns!

 

 

O "mistério" e a "exceção" na Europa. A luta de Portugal contra a Covid-19 vista lá fora

Assim, só para que conste!!!  Artigo JN

 

Os franceses começaram por chamar-lhe o "mistério português". Foi num artigo de opinião da rádio France Inter, no penúltimo dia de março, ainda o número de infetados em Portugal tinha acabado de ultrapassar os 6000 e havia 140 mortes. Na mesma altura, França contabilizava quase 50 mil casos de Covid-19 e mais de 3000 mortes.

"Há um mistério português que tentaremos resolver juntos", lia-se naquele artigo da rádio francesa, assinado pelo jornalista Anthony Bellanger. E o mistério era: enquanto Espanha - na altura com 85 mil casos e mais de 7000 mortes - estava "severamente confinada" e o governo tinha acabado de decretar a cessação de toda a atividade económica não essencial, os portugueses estavam "confinados e os espaços públicos fechados", mas não havia sanções, nem era obrigatório um certificado de deslocação. Mas porquê? "Os portugueses são tão disciplinados que a repressão é inútil", respondia António Costa.

Podia pensar-se que Portugal estava "a caminhar para uma catástrofe", escrevia Bellanger. Mas a verdade é que, mais de uma semana depois, os números portugueses (quase 14 mil casos e 409 mortes até esta quinta-feira) continuam muito abaixo dos números de países vizinhos, como Espanha (mais 150 mil casos e mais de 15 mil mortes até quinta-feira), França (mais de 110 mil casos e mais de 10 mil mortes até quarta-feira) ou Itália (mais de 140 mil casos e mais de 18 mil mortes até quarta-feira).

Geografia e turismo: os segredos para o sucesso?

Como se explica então este mistério? Bellanger aponta algumas razões, começando pela questão geográfica: "Portugal é o único país do continente europeu a ter apenas um vizinho, neste caso a Espanha. É, portanto, o único país europeu em que o encerramento antecipado das fronteiras foi eficaz", explica o francês.

Além da geografia, o turismo. "O país vive muito do turismo", escreve o jornalista, justificando assim o facto de Portugal "não ter de enfrentar uma onda de casos importados". "Só tem de gerir um pequeno grupo de visitantes um tanto solitários no meio do inverno".

A terceira explicação é novamente geográfica: por estar no "extremo oeste da Europa", Portugal pôde "ver o futuro". "Ou seja, a epidemia - e a sua fase crescente - começou mais tarde do que em Espanha, França ou Itália", conclui Bellanger.

Ou o segredo somos nós, os "portugueses disciplinados"?

O artigo de opinião segue à procura de respostas e o autor lembra que Portugal e França iniciaram o isolamento praticamente ao mesmo tempo, em 13 de março, enquanto os casos de Covid-19 no nosso país "ainda se contavam pelos dedos de duas mãos". Quem tinha razão, afinal, era Costa: "os portugueses são disciplinados", repetiu Bellanger, citando o primeiro-ministro português.

Isto porque em finais de fevereiro já os portugueses começavam a isolar-se, deixavam de ir a restaurantes e bares, já não levavam os filhos à escola. "Como resultado, muitas escolas fecharam ainda antes da decisão do governo por falta de alunos. O mesmo aconteceu com alguns negócios, especialmente nos centros das principais cidades do país: anteciparam a ordem de encerramento por falta de clientes", recorda o francês.

Aguardando pela normalidade

suc.jpg

 

Neste tempo de confinamento, há que arranjar alternativas para ocupar o tempo!

Lembrei-me das minhas suculentas. Gosto delas, porque para além da beleza, são fáceis de tratar e exigem pouca atenção.Num tempo em que o tempo sobra, tenho tempo para tratar as minhas suculentas. Estão diferentes, grandes e saudáveis… alheias a tudo o que se passa!

Agradeceram a minha atenção e no final até estavam mais viçosas!

E nós cá continuamos, fechados em casa. A minha sorte de ter um pequeno espaço exterior, onde posso dar uns passos e fazer alguns exercícios.

Esta é uma Páscoa diferente, cada um em sua casa! Quanto ao resto, tudo na mesma. O tele trabalho, já não era novidade e já o utilizávamos noutros tempos.

O resto há que aguentar. As coisas estão a correr bem e, sendo assim, mais depressa voltaremos à normalidade.

Os cobardes, intelectuais de café!!!

Considero-me uma pessoa atenta e bem informada! Sempre foi assim e a atividade profissional exacerbou essa caraterística.

Por isso mesmo, desde o início, e não sendo técnica ,nem profissional de saúde, deduzi que esta pandemia iria chegar a este Estado de Emergência e até prolongar-se no tempo.

Na altura, algo que ainda hoje me irrita, fui acusada de boçalidade, acabando por ser comparada a Cristina Ferreira, nesta situação de boçalidade. A criatura que o fez, nem sequer se identifica e aproveitou, até para me insultar!

Posso bem com este tipo de criaturas, felizmente que ao longo da minha reconhecida carreira profissional, onde me cruzei com algumas criaturas idênticas, sempre me foi reconhecido o valor e seriedade com que desenvolvi o meu trabalho e não é pois por isso que me sinto afetada por estes intelectuais de café, cobardes!!! Sempre ficaram pelo caminho e sempre foram uns imbecis!

Esta intodução serve para dizer que afinal a boçalidade, minha e da outra Cristina, não era assim tão descabida. Hoje o esforço português do confinamento, é reconhecido além fronteiras e por isso convém reforçar a ideia do FIQUEM EM CASA!!!

Também eu, na minha carreira profissional, me preocupei, SEMPRE, com os que não tinham voz e por outro lado, que a minha escrita fosse clara e simples, para os que me liam pudessem entender a mensagem! Assim como Cristina Ferreira. É um estilo popularucho, sim pode ser, É sempre bom colocarmo-nos na pele do outro, sobretudo quando desenvolvemos um trabalho serio e que queremos que chegue às pessoas. E se preciso for sermos “até brutas”, na transmissão da mensagem!

Ô objetivo é que chegue a todos e, sobretudo, que todos compreendam!

Este estado pandémico vai durar meses e temos que estar preparados paraisso! Termos consciência disso!

Os tumultos já começaram nos Estados Unidos, mas eu é que sou alarmista, segundo a criatura.

Nunca é demais referir que isto, não é a brincar! É-nos garantido, e eu acredito, que a democracia não está em causa! Nesse sentido, NÓS também temos que fazer o nosso trabalho! A começar por FICAR EM CASA!!

Há muito que podemos fazer! Podemos, mesmo, continuar a ver O PROGRAMA DA CRISTINA que sendo popularucho, chega a toda a gente de forma igual. Todos percebem a linguagem e ela, para além das receitas de bolos e outras comidas, que também pode ser uma boa forma de passar o tempo, aborda temas muito sérios, que todos percebem! E não foi por acaso que o primeiro- ministro escolheu o seu programa para transmitir uma mensagem ao país! Porque sabia que seria ouvido em Portugal inteiro! E foi!!

Então, insisto! FIQUEM EM CASA!!!

A pedra da minha infância!

Os dias correm lentos, um após outro. Procuro algo para fazer e ocupar a mente. Dou por mim a pensar nas férias. Vá-se lá saber porquê…

Nestes dias em que a chuva ainda não chegou, mas a neve quis dar um ar da sua graça, lá mais para o norte. A ninguém lembrava que isto pudesse acontecer, as atenções estão concentradas noutras coisas, mas, pensando bem, estamos na Páscoa.

Nestes dias em que a manhã começa de noite e à tarde anoitece cedo… a hora mudou, mas as rotinas têm que se manter!

A vida continua, mas demora a passar e ainda bem… Não é isso que todos queremos? Talvez assim, o tempo corra mais devagar. IIusão pura, o que aquele bichinho havia de nos trazer?

Bem vistas as coisas, este é um sinal da natureza, a avisar-nos para vermos o que andamos a fazer. Hoje, um tempo com muito tempo, é bom… podemos pensar!

E eu penso e de repente vêm à memória as minhas férias de outros tempos que eram passadas na minha cidade, onde só voltava no Verão, em forma de imigrante.

Quando a maioria ia para a praia eu regressava à minha cidade. Praia tinha eu todo o ano. Ano cheio de saudades, esbatidas pelo olhar do mar, na areia, onde as ondas vinham também esbater-se.

A casa da minha avó também tinha saudades minhas e esperava, igualmente ansiosa, o meu regresso. Os campos ao redor também tinham saudades minhas e a primeira coisa que fazia, quando regressava para as férias de verão era voltar a saltar por eles.

Ali fui feliz! Naquele tempo, o horizonte estendia-se, os poços e as noras, estavam sempre lá e o perigo nem sequer era hipótese. Eles estavam lá, sempre à minha espera, minha e dos meus primos. E quando deambulávamos por lá e nos demorávamos, esquecidos entre as pedras e o mato… alguém da varanda chamava por nós. Não havia telrmóveis!

As brincadeiras eram desenvolvidas ali, no meio das pedras e do mato, das árvores e das hortas que não podíamos pisar. Aquela velhota com ar de bruxa, há sempre uma em todas as histórias, vagueava por ali, qual guardiã do tempo em que havia tempo, para brincadeiras, para asneiras e para o perigo que nunca víamos.

Era precisamente ali, entre os prédios que agora lá estão e que, sem eu perceber, foram subindo  em altura e ocupar aquilo que chamávamos de Miradouro, ocuparam, igualmente, aquelas quintas. A casa da avó ainda lá está, mas já não é a casa da avó!

 Era por aí, entre a casa da avó, o miradouro e as hortas e quintas, que desenvolvia as minhas brincadeiras. Eu e os meus primos, nas férias.

Para os dias menos bons, que também os havia, quando chovia. Lá estava a solução, no sótão da avó, nós chamávamos-lhe forro Ah!... se aquele forro falasse…

Era eu, a Tininha, a Tuxa e a Tété… que ali fomos crescendo… e aprendendo…primas muito unidas, mas depois a vida foi-nos afastando.

De tudo isto e mais alguma coisa, sobra de uma infância feliz! Muito Feliz!!!

Por ali, entre as hortas que o homem deixou de cultivar, o miradouro também desapareceu e, de repente, subiram prédios em altura, sem que para isso houvesse necessidade. Afinal a minha cidade é plana, não precisava de prédios altos!

No meio de tudo isto, sobrou aquela pedra!

Uma pedra que tantas vezes serviu de escorrega e que um dia me valeu um grande ralhete, seguido de um castigo, porque as calças, acabadinhas de estrear, novinhas, que a mãe acabara de fazer, chegaram rotas a casa. Sim, rotas! A culpa foi da pedra que resistiu ao tempo e à evolução e que ainda hoje lá está, para me lembrar a minha infância feliz e o castigo que me valeu. Mas, o que é certo, é que o prazer de ter escorregado pela pedra, esse ainda hoje resiste!

E as calças, puf, a mãe fazia outras. Sim, desde pequena que eu passeava os modelitos mais sofisticados da moda.

A mãe conta que passava pela única loja de roupa de criança que havia na cidade, parava junto à montra e fixava os modelos. Chegava a casa e fazia. Assim que saia à rua com o novo fato, saia, vestido, calças ou camisa, o sucesso era garantido.

Tanto que a vizinha do prédio cor de rosa logo se apressava a fazer igual para a filha. Invejosa!...

Mas, não havia problema. A mãe depressa se lançava a modificar tudo, para que eu continuasse a vestir modelos exclusivos!

É pois ela a culpada de eu ainda hoje ainda continuar a gostar de exclusivos.

Só que hoje a mãe já não faz  os exclusivos e tenho que me sujeitar ao que existe nas lojas!

Mas as memórias que aquela pedra ma traz valem mais que tudo isso!

Portugal está preparado? Os portugueses acham que não!

Portugal está pouco ou nada  preparado para enfrentar o que aí vem. Esta é a conclusão de uma sondagem TSF/DN.

A  maioria pensa que o país está pouco, ou mesmo nada preparado para lidar com o pós COVID-19.

Para os portugueses o novo coronavirus “ é mais grave” e dizem que Portugal “ não está preparado” para enfrentar a situação. Ainda segundo a mesma sondagem, na avaliação geral, os hospitais e as polícias passam com distinção, já a ministra da Saúde, e a DGS, NÃO! O pior está para vir, é esta a conclusão que resulta desta sondagem da PITAGÓRICA.

62 por cento tem a convicção de que a ameaça é “mais grave do que aquilo que se tem ouvido e dito”,  34 por cento esperam que a situação seja pior e 28 por cento aguardam um cenário muito pior. Apenas sete por cento acham que a doença é menos grave do que aquilo que tem transparecido, enquanto 75 por cento dos inquiridos acredita, que a situação "irá piorar no próximo mês"

E Portugal conseguirá dar resposta? A maioria considera que não. 57 por cento dos inquiridos acha que “está pouco preparado para lidar com os casos. Esta é a opinião que impera mesmo entre os eleitores do PS. 23 por cento de todos os inquiridos respondem mesmo: "nada preparado", totalizando 80% de opiniões desfavoráveis. Estes resultadosestão divulgados no site da TSF.

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